Fernanda amigo ainda sofre as consequências do grave acidente.

Fonte por Marta Szpacenkopf para Jornal Extra

Fernanda Amigo, de 25 anos, ainda sofre as consequências de uma tentativa de sequestro no Andaraí, Zona Norte do Rio, e que acabou num grave acidente de carro, no dia 6 de maio. A jovem teve 17 fraturas nas costelas, perdeu o baço e um rim, além de ter colocado quatro pinos no quadril e só ter saído nesta quarta-feira do CTI do Hospital do Andaraí, onde ainda está internada sem previsão de alta.

Junto com a dor física de seus ferimentos e o medo da violência do Rio de Janeiro também vieram problemas financeiros. O carro de Fernanda era financiado e teve perda total depois do acidente. Ela estava começando a pagar as parcelas do financiamento e não tinha contratado o seguro. A professora de biologia também não sabe quando vai poder voltar ao trabalho e, para ajudá-la com as despesas, uma amiga decidiu criar uma vaquinha online.

— Uma amiga resolveu fazer isso para me ajudar com o carro e todas as outras despesas que ainda vou ter com tratamento. Vou precisar de cadeira de rodas, andador, fisioterapia... Eu ainda nem consigo ficar sentada e vou demorar a andar por pelo menos um mês e meio. É uma dor que vai demorar para passar — disse.

Fernanda estava dando carona para um amigo de manhã cedo quando foi abordada por três criminosos, que levaram seu carro, fazendo ambos reféns. Policiais acionados por um taxista que viu a cena se aproximaram, e teve início uma perseguição, que só terminou quando o bandido ao volante perdeu a direção e bateu num muro.

— Eu lembro de tudo que aconteceu comigo. A violência no Rio está cada vez pior, o sequestro foi quase 8h da manhã, não foi de noite. Não temos mais segurança para sair na rua, é a pé, de ônibus, de carro. Eu sai de carro achando que ia melhorar minha segurança e acabei acabei sequestrada e com meu carro num muro — desabafou.

A jovem ainda não pensou no que vai fazer quando sair do hospital, mas está ansiosa para ter de volta a sua independência e autonomia.

— É um milagre como eu estou agora, até os médicos dizem. Sinto falta de coisas básicas que a gente nem pensa, como escovar meus dentes, andar e não depender dos outros. Apesar de estar bem acelerada, a recuperação é aos poucos. Foi muita oração, positividade e pessoas torcendo por mim que me trouxeram até aqui.

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