Abre-alas trouxe cerca de 170 componentes cobertos por barro. Carro fez 'colheita' de uma ala de milhos, e escola distribuiu ovos cozidos.

Fonte por Jornal O Globo

Última escola a desfilar no 1º dia do Grupo Especial, a escola do Morro do Borel celebrou a terra e o agronegócio, apostando mais uma vez em alegorias humanas ou vivas – com encenações e coreografias nos carros – para tentar brigar mais uma vez pelo título do carnaval do Rio de Janeiro.

Em 2015, a escola ficou na quarta colocação. A escola foi campeã em 1936, 2010, 2012 e 2014. O enredo “Semeando Sorriso, a Tijuca festeja o solo sagrado”, uma homenagem à cidade de Sorriso, no Mato Grosso, conhecida como capital da soja, abordou da criação do homem através do barro ao desenvolvimento da agricultura.e vida no campo.

Uma equipe da escola até passeou uma semana pela cidade de Sorriso, mas o patrocínio não veio. Em tempos de aridez financeira, a saída encontrada pelos carnavalescos Mauro Quintaes, Annik Salmon, Hélcio Paim e Marcus Paulo foi apostar na criatividade e no capricho das fantasias para falar da vida no campo.

A bateria comandada por mestre Casagrande abusou das bossas e paradinhas, e trouxe a atriz Juliana Alves como rainha.

Carro faz colheita de ala de milhos

A Unidos da Tijuca desfilou com 6 carros e um tripé, e 3.500 componentes em 29 alas. A comissão de frente trouxe veio em cima de um módulo e apresentou bailarinos 'brotando' e 'desabrochando' da terra.

O abre-alas mostrou a criação do homem através do barro e causou impacto ao trazer cerca de 170 componentes cobertos de terra dos pés à cabeça. Para pintar o grupo foram usados mil quilos de argila.

Na sequência, um carro trouxe bichos e plantas. A ala das baianas chamou a atenção ao vir de roxo e marrom, em forma de uma árvore de cabeça para baixo.

O terceiro homenageou a figura do homem do campo, e trouxe a imagem de um caipira em meio a um galinheiro, com direito a distribuição de ovos cozidos.

Outro carro trouxe lagartas e formigas gigantes. Mas o que chamou mais atenção foi um em forma de colheitadeira, com integrantes fantasiados de 'supermilhos' no alto e que fazia a colheita de uma ala de milhos.

O desfile terminou numa festa de colheita, com dança de quadrilhas e violeiros.

 

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